dezembro 28, 2006

Como salvar um País?

Um artigo assinado pela jornalista Catarina Beato refere que a fábrica de Mangualde (Portugal), da Peugeot pode ser encerrada, provocando o despedimento de mais trabalhadores portugueses.
Neste endereçoi pode saber mais detalhes.
http://diarioeconomico.sapo.pt

Não posso deixar de exprimir a minha preocupação pelo rumo de Portugal.

Por isso gostaria de deixar esta sugestão aos governantes portugueses:

a) Considerando o número de desempregados no País;

b) Considerando que o aumento de desempregados significa menor receita fiscal e, como tem sido tradição neste governo, mais aumentos de impostos;

c) Considerando os fenómenos de deslocalização de empresas fundamentada em cálculos profundamente anti-sociais;

d) Considerando os casos de encerramento de empresas/unidades industriais por razões fictícias, pois, às vezes, consegue-se chegar à conclusão que essas empresas têm viabilidade económica:

Proponho que:

1. Os bens/equipamentos (na linguagem contabilística, o imobilizado) sejam confiscados;

2. Que, simultâneamente, haja uma "cessão administrativa da exploração" dessas unidades industriais;

3. Que sejam recrutados, de entre a enorme rede de desempregados qualificados, os técnicos que assegurem a gestão da empresa/unidade industrial, mantenham os postos de trabalho e capitalizem, a médio prazo, uma rubrica orçamental denominada "Inovação & Empreendedorismo", fazendo a ligação com as Universidades e Institutos Tecnológicos.


Nota final: sempre seria melhor do que pagar subsídios de desemprego...

Feliz Ano Novo, se possível.
Pássaro Distante

Postado por Pássaro em 10:04 AM | Comentários (0)

dezembro 09, 2006

Fim de Ciclo

Fim de ciclo
Pássaro Distante

061208_114443.jpg


“Não chores porque acabou,
Sorri porque aconteceu”…
“E tudo o vento levou”,
Mesmo a dor por quem morreu…

Não chores, porque eu sou
Um espelho sem reflexo
Dum quarto, que ocultou
Uma conversa sem nexo…

Não chores porque acordou
A tia da lucidez
Que, de pronto, condenou
Os receios e porquês.

Não chores, porque eu sou,
Nas metades, duplicado
Que se bipolarizou
Nesse corpo insaciado.

Não chores um fugitivo
De um tempo diletante.
Se o querias cativo…
Afinal, quem é errante?

Não chores, sem teres escolta
Dos vassalos que instruíste.
E engole essa revolta…
Tal como o resto engoliste…

Não chores por descontrolo
Ou, talvez, insegurança…
Por quereres “marcar golo”
Sem saberes em que dança…

Não chores por piedade
Nem em vítima te armes…
Quem começou, na verdade,
E cuspiu nas minhas carnes?

Não penses que me castigas
Pela falta de contacto.
Do meu “eu” não nascem espigas,
Nem queixumes, por tal facto.

Chora lá, se tu quiseres.
Põe a fúria cá para fora.
Tu só pensas no que queres
E do resto só ignoras.

Não penses que me mereces,
Nem sequer penso o contrário…
Nem daquilo que converses
Mudará itinerário…

Não chores por ser assim…
É da natureza humana
Reagir, sem frenesim,
A quem com “flores” engana.

Nem com tão perfeito encaixe
Pode a mente tolerar
Essa fúria de quem ache
Que tem sempre de mandar.

Não te aches diferente.
Nem sequer és superior
Ao meio, à sua gente:
Cobaias do teu “humor”.

Não me chores por fracturas
Impregnadas de rancor.
Sem cobranças, nem facturas,
Não é teu… o meu amor.

Não chores pelos meus anos,
Mais que muitos e já pesam.
Dos passados, desenganos
E dalguns os versos rezam.

Não chores, falsa donzela
Pela vida que escolheste,
Nem te queixes da mazela,
Pois tu nunca me entendeste.

Não chores pelo meu fogo
Que ardeu no teu reguengo,
Atiçado por teu jogo:
Dessas “regras” me defendo.

Não chores na hora errada,
Na penumbra, junto ao mar…
Nem durmas tão acordada,
Teu servo pode notar…

Não chores com acidez,
Acto auto-corrosivo.
Bem pior será, talvez,
Ser viúva de homem… vivo!

“Onde está o teu amor?”
Perguntaram-me, um dia.
Entre tanto dissabor
Vi em ti errada “guia”…

Voei desta aguarela
Em busca da perfeição,
Mulher “verde e amarela”
Que estancou a ilusão.

Nos passos do desalinho,
Nas curvas da estrada, morta,
Entre garrafas de vinho,
Nunca mais abri a porta.

O meu ser é um castelo
Sem qualquer tipo de acesso,
Muito escuro, pouco belo
E nem mesmo a ti confesso.

Mas se julgas que consegues
Perceber o que escrevi,
Essas palmas… não as esfregues,
Quem sabe se te iludi?

Não chores pelo meu erro,
Pois são coisas que acontecem,
E nem vás ao meu enterro…
Por ossos que amolecem…

Embarquei na vida errante
Em marés de dissabores
Face a pêndulo marcante
Para jovens sonhadores.

No covil do aconchego,
Onde a loba dita a lei,
Vi, na falta de sossego,
O palco por onde errei.

E, na suprema ironia
De quem vive sem saber
Onde anda a luz do dia,
Fora em ti o meu perder.

De repente fui um pólo
De biodiversidade,
Numa luta de Apolo
Camuflada na cidade…

Em subtil lençol dourado,
Entre pernas sem calor
De um corpo apagado,
Derramei o despudor.

Em coxas desafinadas
Pelo som da escuridão,
Os teus seios: almofadas;
O teu corpo: um colchão.

Tua boca: voz agreste,
Marinheira solitária,
Tal e qual algum cipreste:
Secando toda a área.

Entre velas mal acesas
E alpendres de luar
Sacudido como as presas
E mantido no olhar.

Se, na mente, dividido
Pelo que aconteceu,
O passado é retido
Num gaveto que ardeu.

Se me dizes: faço falta,
E te quero utilizar,
Não sou como a tua “malta”:
Ávida de aproveitar.

Não percebes o que sou,
Nem sequer aquilo que sinto,
Solitário, pois não vou
Encharcar-me de absinto…

E se da real herança
Houve um laço entre nós,
Podes calar a esperança
E gelar a tua voz.

A ausência é virtude…
Para quê ter de assumir
Junto de quem será rude
E só sabe proibir?

Inspector ou mau fiscal,
Tanto dá, para quem quiser,
Conviver em Portugal,
Como homem… ou mulher.

No vazio colorido
De silêncio indolor,
Teu apelo foi vertido
Nas sombras de algum rancor.

Na vela desse vapor,
Aparente movimento,
Recriaste um amor
Esvaído pelo vento.

Esse ser acostumado
Às noites do beija-mão
Não calou o tom zangado
Face a quem lhe disse: não!

Quem com vinho embriaga
E obtém tudo o que quer
Só merece a hora errada
E, de mim, pouca colher…

Aqui tens, na hora errada,
A melodia do fim.
A culpa não é bastarda,
Nem solteira… é assim.

Postado por Pássaro em 11:06 AM | Comentários (0)

dezembro 05, 2006

Nomeação ao Prêmio Spoiler 2007 para melhor Blog Estrangeiro

O "Sete Ofícios" foi indicado ao Prêmio Spoiler 2007 de Melhor Blog Estrangeiro!

Confira o site: http://www.spoiler.blogger.com.br/

Quero ainda agradecer a todas as pessoas que, com os seus escritos, posts e comentários, deram alento a esta caminhada, como a minha, nesta "estrada fracturada" que traduz o meu trajecto.

Um abraço

Postado por Pássaro em 09:43 AM | Comentários (1)

dezembro 01, 2006

Pássaro Distante em Lisboa para ver o grande jogo Sporting-Benfica

sporting.jpg

Pássaro Distante voou da sua Ilha da Madeira, na madrugada deste dia, para, juntamente com o seu grande amigo Alexandre, presenciar o clássico do futebol português, o jogo Sporting-Benfica desta noite.

É a primeira vez que Pássaro Distante voará até ao Estádio Alvalade XXI, construído para acolher a Copa da Europa de 2004.

A ementa deste dia começou às 5 da madrugada, um almoço em casa de Alexandre, o jogo de futebol, uma noite de fados e de poesia e, como cereja no topo do bolo, uma madrugada de música jazz, num afamado clube lisboeta. Serão 24 horas, pelo menos, sem dormir!

Um abraço, da capital portuguesa, do Pássaro Distante


P.S. - Em declarações à Imprensa, Pássaro Distante afirmou que esta viagem se inseria num grupo de sportinguistas madeirenses que vieram vincar a unidade nacional, ao contrário da política separatista do Governo da República portuguesa liderado por José Sócrates, expressa no ataque ao povo madeirense com a nova Lei das Finanças das Regiões Autónomas e contrariando o próprio programa de governo aprovado pela Assembleia da República, e com a complacência do "Ministro da presidência", o Presidente Cavaco Silva... o Senhor Silva!

O povo madeirense associa-se à luta dos autarcas e dos professores portugueses, todos vítimas da ignorância governativa, que dá prevalência ao "choque tecnológico" (ou seja, preferem burros a carregar nos botões das máquinas") em vez de dar prioridade à revolução de mentalidades e ao desenvolvimento intelectual do povo português.

E a imprensa portuguesa cala-se! Porque será? Do "guaraná"?

Postado por Pássaro em 12:39 PM | Comentários (2)